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Equivalência e transformação de estruturas – Resumo

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Equivalência e transformação de estruturas – Resumo

Introdução

A equivalência e transformação de estruturas consiste em saber mudar uma sentença ou parte dela de modo a que fique gramaticalmente correta. Um exemplo muito comum em provas de concursos é o enunciado trazer uma frase no singular, por exemplo, e pedir que o aluno passe a frase para o plural, mantendo o sentido. Outro exemplo é o enunciado dar a frase em um tempo verbal, e pedir que o aluno a passe para outro tempo. Ou ainda a reescritura de trechos, mantendo a correção semântica e sintática, veja abaixo:

Paralelismo sintático (e paralelismo semântico)

Desde o primeiro instante em que nos propomos a discorrer sobre ambos os elementos, somos impulsionados a tornar evidentes nossos conhecimentos em relação às estruturas que compõem uma boa escrita. Mesmo que todas estejam interligadas entre si, formando uma relação de dependência, mencioná-las de forma particular não seria algo viável para o momento. Em razão disso, procuraremos exaltar uma, ora tida como sendo de singular importância – a coerência.

Desta forma, para que toda interlocução se materialize de forma plausível, antes de tudo, as ideias precisam estar dispostas em uma sequência lógica, clara e precisa, pois, se por um motivo ou outro houver uma quebra desta sequência, o discurso certamente estará comprometido. Mediante este aspecto, vale dizer que determinados elementos revelam sua parcela de contribuição para que tais pressupostos se tornem efetivamente concretizados, o que é garantido, muitas vezes, pelo paralelismo sintático e pelo paralelismo semântico.

Esses se caracterizam pelas relações de semelhança que determinadas palavras e expressões apresentam entre si. Tais relações de similaridade podem se dar no campo morfológico (quando as palavras integram a mesma classe gramatical), no semântico (quando há correspondência de sentido) e no sintático (quando a construção de frases e orações se apresenta de forma semelhante).

Assim, analisemos um caso no qual podemos constatar a ausência de paralelismo de ordem morfológica: A tão inesperada decisão é fruto resultante de humilhações, mágoas, concepções equivocadas e agressores por parte de colegas que almejavam ocupar sua função.

Constatamos uma nítida ruptura relacionada a fatores de ordem gramatical, demarcada pela exposição de um adjetivo (agressores) em detrimento ao substantivo “agressões”.

Ausência de paralelismo de ordem semântica:
Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis (Machado de Assis). Detectamos que houve uma quebra de sentido com relação à ideia expressa pelo tempo, ao associá-lo com a noção de quantidade, valor.

Ausência de paralelismo de ordem sintática:
O respeito às leis de trânsito não representa segurança somente para o motorista e é para o pedestre. Tal ocorrência manifesta-se por intermédio do uso do conectivo e em detrimento a outro, que também integra a classe das conjunções aditivas, representado pela expressão “mas também.” Assim, no intento de reformularmos o discurso, obteríamos:

O respeito às leis de trânsito não representa segurança somente para o motorista, mas também para o pedestre.

Vejamos alguns casos que representam esta dualidade paralelística:

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não só… mas também
O respeito às leis de trânsito representa segurança não só para o motorista, mas também para o pedestre.
Tal construção, além de expressar a ideia de adição, ainda retrata um enfoque especial ao se referir aos pedestres (representada pela conjunção “mas também”).

quanto mais… (tanto) mais
Atualmente, quanto mais nos aperfeiçoamos, mais temos condições de ser bem sucedidos. As estruturas paralelísticas denotam o sentido de progressão entre os elementos.

tanto… quanto
O tabagismo é prejudicial tanto para os fumantes ativos, quanto para os passivos. Aqui, tais estruturas, além de expressarem adição, ainda acrescentam uma ideia de equiparação ou equivalência.

primeiro… segundo
Há dois procedimentos a realizar: primeiro você diz toda a verdade; segundo, pede desculpas pelo erro cometido.
Constatamos que os elementos utilizados se relacionam à ideia de uma enumeração, evidenciados de forma sequencial.

não… e não / nem
Não obteve um bom resultado neste ano, nem no anterior.
Tal recurso foi empregado no sentido de evidenciar uma sequência negativa em relação aos fatos.

seja… seja / quer…quer / ora… ora
Quer você apareça, quer não, iremos ao cinema.
O emprego das estruturas paralelísticas está relacionado à noção de alternância no que se refere às ações.

por um lado… por outro
Se por um lado as obras garantem o emprego de todos, por outro, desagradam aos moradores.

Tempos verbais.
Se todos comparecessem, o evento ficaria mais animado. / se todos comparecerem, o evento ficará mais animado. Constatamos que o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo (comparecessem) na oração subordinada condicional requisita o emprego do futuro do pretérito (ficaria) na oração principal. Já o emprego do futuro do subjuntivo (comparecerem) na oração subordinada pede o emprego do futuro do presente (ficará) na principal.

Fonte: Classroom BR

Vídeo(s):

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Publicado em:Português

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